Ensaios e Influências
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Hopepunk
Hopepunk é um termo cunhado pela escritora Alexandra Rowland em 2017, para descrever histórias em que a esperança e a gentileza são formas de resistência — não ingenuidade, mas escolha deliberada e às vezes custosa. Se o grimdark parte do princípio de que o mundo é cruel e por isso as pessoas também são, o hopepunk parte do princípio de que o mundo pode ser cruel, e ainda assim vale a pena continuar cuidando.
É comum aproximar o hopepunk de dois outros subgêneros da ficção especulativa. Do cyberpunk, herda o cenário urbano, tecnológico e muitas vezes desigual — cidades de neon, corporações poderosas, corpos e mentes atravessados por máquinas. Mas onde o cyberpunk tende ao cinismo (alta tecnologia, baixa qualidade de vida, sem saída à vista), o hopepunk insiste em personagens que se recusam a desistir dentro desse mesmo cenário hostil.
Do solarpunk, o hopepunk herda o otimismo e a crença em futuros possíveis — mas sem exigir que o mundo já esteja consertado. O solarpunk costuma imaginar sociedades que já resolveram boa parte de seus problemas estruturais, sustentáveis e comunitárias; o hopepunk pode acontecer em meio ao caos, à crise ou à incerteza, e é exatamente aí que a esperança vira ato político.
Espaço reservado para uma citação sobre hopepunk — de Alexandra Rowland, de outra autora ou autor do gênero, ou de uma resenha.
Fonte da citação
VAGA - Uma viagem se apoia nesse território: ciência, mistério e perda convivem com personagens que escolhem, seguidas vezes, a esperança. Texto placeholder: espaço reservado para a autora comentar, em primeira pessoa, o que hopepunk significa para o livro.